quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Que valores?!



http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u667801.shtml


O endereço acima é de uma das várias reportagens veiculadas pela imprensa nacional sobre o caso dos alunos de medicina do Centro Universitário Barão de Mauá, Ribeirão Preto - SP, que agrediram física e moralmente um senhor negro enquanto ia ao trabalho. Mas não repetirei aqui os mesmos pontos expostos na Folha de São Paulo. Quero abordar duas outras coisas.


Primeiramente, sendo racismo crime inafiançável, por que os três acusados foram soltos mediante fiança?! Não entendi muito bem isso, mas tudo bem... Acho que não tem nada a ver com o poder aquisitivo de suas respectivas famílias e/ou da influência que elas possam ter. Muito provavelmente, se o denunciado fosse alguém de classe econômica bem inferior, estaria solto também sob fiança mais baixa ainda, talvez.


Outra coisa a se pensar é a bestialidade de nossa juventude, principalmente a oriunda da classe média. Tornaram-se corriqueiras as notícias de jovens tocando fogo em mendigo, batendo em empregada doméstica, atacando algum senhor trabalhador negro ou espancando algum homossexual no meio da rua. Pode ir atrás dos acusados; você constatará estupefato que todos são provenientes da classe média. O que ocorre com nossa juventude?! Uma das causas, ao meu ver, seria o tratamento brando da justiça com os de melhor condição econômica. Outra seria a ruína de instituições pilares na sociedade de forma brusca, como a família, a religião e uma educação voltada à cidadania. Temos lares desfeitos e pais ausentes, indivíduos vazios de Deus e voltados totalmente aos seus próprios umbigos e uma educação que nos ensina a ser vencedores, custe o que custar - esquece de instruir a lidar com derrotas, porque elas seriam algo aberrante. Assim, criamos futuros cidadãos vazios de ética, moral e espírito de compaixão pelo próximo.


Muitas vezes acho que o mundo ao meu redor está louco. Vai ver que sou eu mesmo...


"Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade." I Jo 3:18

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